149- Diálogo Entre Uma Alma Cruzada e Santa Maria, Mãe e Rainha da Proeza
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Diálogo entre uma Alma Cruzada e Santa Maria, Mãe e Rainha da Proeza Alma Cruzada Ah ! eu quisera de minha alma fazer uma espada, inebriada de heroísmo, sedenta de bravura, e que só nos combates encontrasse ventura. Ah ! eu quisera forjar em mim uma alma cruzada, por Deus pronta para a luta, pronta para a estocada, uma alma pontiaguda e forte, brilhante e pura. Ah ! eu quisera de minha alma fazer um a espada, que cantasse dos combates a épica formosura, e só aspirasse a glória de ser desembainhada, que, tendo da cruz a santa forma e a amarga doçura, fosse escândalo para alguns, e, para outros, loucura. Branca, virginal, valente e reta, cortante e ousada, Ah ! eu quisera de minha alma fazer uma espada.
Santa Maria, Mãe e Rainha da Proeza Ah ! eu quisera de tua alma fazer uma espada, forjada no fogo da epopeia e na chama da proeza, alma toda católica e sedenta de grandeza, como a espada só brilhando se despojada. Só tendo a glória de ser como Deus crucificada, escondendo humilde na bainha o fulgor da pureza. Ah ! eu quisera de tua alma fazer uma espada, agressiva, justiceira, altiva e cheia de nobreza. Obediente e heroica, pela glória de Deus enlevada. E sem mácula, e sem medo, sem felonia e sem fraqueza, alma-espada, símbolo sacral de honra e fortaleza, Como eu, fiel, virginal, intrépida e imaculada, Ah ! eu quisera de tua alma fazer uma espada ! São Paulo, 8 / I / 1973 Orlando Fedeli